A Prefeitura de Ibatiba, por meio da Vigilância Epidemiológica Municipal, reforça a importância dos cuidados para prevenir acidentes com animais peçonhentos. Dados referentes ao período de 1º de janeiro a 31 de agosto de 2026 mostram que 51 acidentes ocorreram dentro do município.
Entre essas ocorrências, as aranhas apresentaram o maior número de registros, com 27 casos, correspondendo a 52,9% dos acidentes ocorridos em Ibatiba. Na sequência aparecem as serpentes, com 10 casos (19,6%), e os escorpiões, com 9 (17,6%). Também foram registrados dois acidentes com abelhas, um com lagarta e dois envolvendo outros animais ou sem especificação.
Considerando todos os atendimentos realizados pelos serviços de saúde do município no período, foram notificados 76 acidentes por animais peçonhentos. Desse total, 59 pacientes eram moradores de Ibatiba e 17 residiam em municípios vizinhos. Em relação ao local da ocorrência, 51 acidentes aconteceram em Ibatiba e 25 em municípios vizinhos, com os pacientes sendo atendidos nos serviços de saúde ibatibenses.
Prevenção
Algumas medidas simples podem contribuir para reduzir o risco de acidentes. A orientação é manter quintais e terrenos limpos, evitando o acúmulo de entulhos, folhas, madeira, materiais de construção e outros objetos que possam servir de abrigo para animais peçonhentos.
Durante atividades de limpeza, jardinagem ou manuseio de materiais, é importante utilizar botas, luvas e roupas adequadas. A população também deve evitar colocar as mãos em buracos, frestas, sob pedras, troncos e outros locais escuros.
Outra recomendação é manter o controle de insetos e roedores, que podem servir como fonte de alimento para alguns animais peçonhentos. Roupas, calçados e roupas de cama que ficaram guardados ou permaneceram em locais de risco devem ser cuidadosamente verificados antes do uso.
O que fazer em caso de acidente?
Em caso de picada ou outro acidente, a vítima deve ser mantida calma e em repouso. O local deve ser lavado com água e sabão e a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde.
Caso seja possível fazer isso com segurança, uma fotografia do animal pode auxiliar na identificação. Não é recomendado tentar capturá-lo ou matá-lo, principalmente se isso representar risco de um novo acidente.
Também não se deve fazer torniquete ou garrote, cortar, perfurar ou chupar o local da picada, nem aplicar substâncias caseiras, pó, fumaça, álcool ou outros produtos.
O atendimento precoce é fundamental para avaliar a gravidade do acidente e definir a conduta adequada. Por isso, a Vigilância Epidemiológica reforça a importância da prevenção e da procura imediata pelos serviços de saúde diante de uma ocorrência.
Fonte dos dados: e-SUS VS
Período analisado: 01/01/2026 a 31/08/2026
Elaboração: Vigilância Epidemiológica Municipal de Ibatiba/ES.





































































