Os efeitos da programação do Viva Colatina 2026 já começam a ser percebidos em diferentes setores da economia de Colatina. Comércio, alimentação, hotelaria e supermercados adotaram estratégias especiais para atender ao aumento esperado da demanda durante as comemorações dos 105 anos do município. Na Avenida Beira-Rio, onde acontece a programação do Viva Colatina, a movimentação já foi sentida durante o primeiro fim de semana. Jakcelia Aparecida Vieira, proprietária da lanchonete Elza Lanches, conta que o aumento da circulação de pessoas refletiu diretamente no estabelecimento.
“Nesse primeiro final de semana já deu uma melhorada no comércio. Já começamos a perceber uma quantidade maior de pessoas circulando na Avenida Beira-Rio e, automaticamente, comprando. Isso é bom”, relata.
Para atender à expectativa dos próximos dias, o estabelecimento aumentou em 50% o estoque dos itens selecionados para o período, vai trabalhar em horário especial e buscou quatro profissionais freelancers para reforçar a equipe. A intenção é manter o atendimento até o encerramento dos shows, ainda que com cardápio reduzido após a meia-noite. A preparação também leva em consideração o desempenho das edições anteriores. Segundo Jakcelia, caso o desempenho deste ano repita o registrado pelo estabelecimento durante a programação do ano passado, a expectativa é de que as vendas possam chegar ao dobro do movimento habitual.
Procura pelo “look do Viva” começa antes da festa
O movimento também chegou às lojas. Na Vip Store Colatina, a preparação dos consumidores começou ainda no início de agosto. Segundo a gerente Laryssa Pandini, desde o anúncio dos artistas os clientes demonstraram interesse em se preparar antecipadamente para os dias de programação.
“No início do mês, já começamos a perceber uma procura maior por peças pensando nos shows, principalmente por clientes que queriam se antecipar e garantir o look para a festa”, explica.
A expectativa é que esse movimento apareça também no faturamento. Laryssa projeta crescimento de pelo menos 20% nas vendas desta semana em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os itens que ganharam destaque estão saias, vestidos justos, calças e shorts com brilho e, principalmente, corsets. Para aproveitar o período com estratégia, a loja reforçou o estoque, preparou duas araras especialmente com peças voltadas para os shows e montou uma vitrine com opções para diferentes estilos. A equipe de vendas também foi preparada para orientar os clientes na escolha das produções.
Para ela, o impacto ultrapassa as portas das lojas. O aumento da circulação no Centro cria oportunidades para diferentes segmentos, principalmente com a chegada de consumidores de municípios vizinhos.
“É muito positivo porque o evento acaba movimentando não só o comércio de moda, mas também restaurantes, bares, hotéis, serviços de vários outros segmentos. É uma oportunidade de Colatina mostrar sua força e também de nós, comerciantes, aproveitarmos esse movimento”, afirma.
A chegada de visitantes também é percebida no setor hoteleiro. Reginaldo dos Santos, dono do tradicional Ágil Hotel, conta que a procura por hospedagem começou no início do mês e que, após a organização das reservas destinadas às atrações que ficarão hospedadas no estabelecimento, os demais cômodos foram sendo ocupados.
“Nosso hotel já está praticamente lotado. Temos ainda algumas vagas, mas com certeza serão ocupadas até sexta-feira”, relata.
A movimentação do período alcança ainda os supermercados. Wendher Medeiros, gerente comercial do Supermercado Três Irmãos, explica que feriados e datas comemorativas costumam aumentar especialmente a procura por carnes, bebidas e carvão, além de produtos utilizados em encontros entre amigos e familiares. Por isso, o estabelecimento realiza uma programação específica para conseguir atender à demanda e evitar a falta de produtos. Na avaliação do empresário, o impacto se espalha pela economia porque diferentes hábitos de consumo acabam conectados. O movimento, segundo ele, alcança desde estabelecimentos consolidados até trabalhadores que aproveitam a programação para conseguir uma renda adicional.
“A maioria das pessoas quer juntar a turma pra fazer um churrasco, quer comprar uma roupa nova, mandar lavar o carro pra dar um passeio, pessoas vêm de fora e se hospedam aqui e, assim, uma coisa vai puxando a outra”, explica.
Da preparação dos estoques à ocupação dos hotéis, os relatos mostram que a programação movimenta uma cadeia que vai além dos espaços onde os shows são realizados, envolvendo comércio, alimentação, serviços e trabalhadores que encontram no período uma oportunidade de ampliar a renda. Para Jakcelia, a concentração de pessoas proporcionada por grandes eventos representa uma oportunidade tanto para estabelecimentos fixos quanto para trabalhadores ambulantes.
“Deveriam ter mais eventos assim. Para todos, tanto para os ambulantes quanto para quem tem ponto fixo, melhora muito, porque a quantidade de pessoas que se concentra nesse espaço é enorme”, afirma.































































