A implantação das emendas parlamentares impositivas no Espírito Santo começou a ter seus primeiros encaminhamentos na Assembleia Legislativa (Ales) nesta quinta-feira (22). Durante sessão extraordinária, deputados anunciaram a intenção de destinar recursos ao Hospital Santa Rita, unidade filantrópica localizada em Vitória e referência no tratamento de câncer no estado.
Ao serem lembrados pelo presidente Marcelo Santos (União) que 50% das emendas impositivas devem ser destinadas à saúde pública, parlamentares chegaram a antecipar valores. Xambinho (Podemos) sugeriu que cada um dos 30 colegas contribua com R$ 100 mil para o Santa Rita, o que totalizaria R$ 3 milhões para investimentos na unidade, caso haja adesão integral.
Além de Xambinho, o deputado Allan Ferreira (Podemos) manifestou o compromisso de destinar R$ 500 mil de emendas para o hospital, mesmo valor anunciado pelo Delegado Danilo Bahiense (PL). Em tratamento contra a doença, Marcos Madureira (Podemos) prometeu R$ 200 mil. Embora não tenha revelado o valor, Bispo Alves (Republicanos) adiantou que também seguirá o mesmo caminho.
A iniciativa dos parlamentares ganha relevância no mês em que é realizada a Campanha Outubro Rosa, contra o câncer de mama. “A emenda impositiva foi justamente isso, para que a gente não sofra a proibição de executar uma emenda, por exemplo, para o Hospital Santa Rita porque o deputado votou contrário aos interesses do governo”, ilustrou o presidente Marcelo Santos.
O movimento poderá ganhar a adesão de outros parlamentares nas próximas sessões, com a definição das primeiras destinações de recursos após a aprovação do novo modelo de emendas impositivas pela Assembleia Legislativa.
O assunto veio à tona na sessão extraordinária depois que o presidente Marcelo Santos fez um relato detalhando a superação do câncer enfrentado pela sua esposa. “As pessoas precisam tratar de câncer. O Santa Rita é um hospital que é referência e o câncer não é brincadeira. Então se puderem colocar, estou falando de um pedaço da emenda, para ajudar as pessoas que não têm um plano de saúde, muito menos a condição de pagar um tratamento particular”, afirmou.

































































