A Prefeitura de Boa Esperança, por meio da Secretaria Municipal de Educação, tornou pública uma nota oficial de repúdio diante de graves episódios de racismo e agressividade registrados em uma unidade de educação infantil do município ao longo do mês de abril de 2026.
De acordo com o documento, os fatos envolvem ataques direcionados a duas servidoras da rede municipal uma diretora e uma professora que teriam sido alvo de ofensas com conteúdo racista, além de ameaças proferidas no ambiente escolar, inclusive na presença de alunos, profissionais da educação e testemunhas.
A administração municipal classificou as condutas como inadmissíveis e ressaltou que, em tese, os atos se enquadram como crimes previstos na legislação brasileira, como injúria racial e ameaça. A gestão reforça que não haverá tolerância diante de situações que violem a dignidade, a integridade e os direitos dos servidores públicos.
Em resposta, a Prefeitura informou que, por meio da Secretaria de Educação e do setor jurídico municipal, já está prestando suporte integral às profissionais atingidas, incluindo acompanhamento institucional e orientação quanto às medidas legais cabíveis.
No posicionamento oficial, o Poder Executivo reafirma que o ambiente escolar deve ser, por princípio, um espaço de respeito, acolhimento e segurança para todos — alunos, famílias e profissionais da educação. A nota também reforça o compromisso da gestão com a promoção da igualdade racial e com a construção de uma rede de ensino livre de qualquer forma de discriminação.
Ao final, a administração municipal foi enfática: práticas racistas configuram crime e serão tratadas com o rigor da lei, dentro de uma política institucional que prioriza a proteção dos servidores e a preservação de um ambiente educacional ético, seguro e inclusivo.
Confira a nota na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO
Boa Esperança, Espírito Santo, abril de 2026
A Prefeitura Municipal de Boa Esperança e a Secretaria Municipal de Educação vêm a público manifestar seu mais veemente repúdio aos atos de racismo e agressividade praticados contra servidoras da rede municipal de ensino, ocorridos em uma unidade de educação infantil deste município, ao longo do mês de abril de 2026. Os fatos, devidamente registrados em documentos oficiais da instituição escolar, revelam uma conduta inadmissível: uma diretora e uma professora da rede municipal foram reiteradamente alvo de xingamentos de caráter racista, tendo sido referidas de forma pejorativa por meio de termos que fazem alusão depreciativa à sua cor de pele.
Os episódios ocorreram com presença de alunos, funcionários e testemunhas, chegando ao ponto de serem proferidas ameaças contra as servidoras no ambiente escolar. Tais condutas configuram, em tese, os crimes de injúria racial e ameaça, previstos na legislação brasileira, e não serão toleradas por esta gestão. O ambiente escolar é, por princípio constitucional e por compromisso desta administração, um espaço de respeito, acolhimento e dignidade — para alunos, famílias e, igualmente, para todos os profissionais que nele atuam.
A Prefeitura Municipal, por meio de sua Secretaria Municipal de Educação e do setor jurídico municipal, vem prestando suporte integral às profissionais afetadas, acompanhando-as e orientando-as quanto a todas as medidas legais cabíveis. O poder público municipal não se omitirá diante de situações que atentem contra a integridade física, moral e racial de seus servidores.
Reiteramos nosso compromisso irrevogável com a igualdade racial, com a proteção dos servidores públicos municipais e com a manutenção de um ambiente escolar seguro, respeitoso e livre de qualquer forma de discriminação. Que fique claro: racismo é crime, e será tratado como tal.

































































