Cerca de 60 pessoas, dentre elas profissionais de saúde e portadores da doença, foram capacitadas sobre os tipos do diabetes, as formas de tratamento e o uso do “Libre”, um glicosímetro que serve para medir os níveis de glicose no sangue, no evento “Educar para salvar”, realizado na Assembleia Legislativa.
O evento – que faz parte de um projeto criado pelo Vozes do Advocacy em Diabetes, um grupo de 21 associações e dois institutos de todo o Brasil, que se unem em prol da causa do diabetes e da obesidade –, foi realizado pela Associação de Diabéticos do Espírito Santo e Amigos (Adies), com o apoio da Frente Parlamentar para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes, que é presidida pelo deputado estadual Fabrício Gandini (PSD) no Legislativo estadual.
Realizado na última terça-feira (28), no Auditório Hemógenes Lima Fonseca, a capacitação é um projeto pioneiro, que será feito também em outros estados. Na parte da manhã, as palestras foram direcionadas para profissionais da saúde pública. À tarde, o público-alvo foi formado por pessoas com diabetes, especificamente do tipo 1.
Para começar, a médica endocrinologista Tatiane Genelhu informou sobre os tipos da doença, as formas de tratamento e sobre o uso do aparelho conhecido como Libre, glicosímetro usado para medir os níveis de glicose no sangue.
Após, a enfermeira Claúdia Bosco falou sobre a importância da educação em diabetes. E, para finalizar, a nutricionista Daniela Alves mostrou estratégias para driblar os problemas que a diabetes causa.
A coordenadora e diretora da Adies, Lorena Bucher, afirmou que o evento foi uma conscientização, para mostrar o que precisa ser feito aqui no Estado.
“A gente trouxe esse trio de profissionais para levar conhecimento para as pessoas. O nosso feedback foi maravilhoso. Os profissionais ficaram perplexos sobre o quanto não sabem e o quanto eles ainda precisam aprender”, avaliou.
Segundo ela, o trabalho da associação é para expandir o conhecimento em diabetes para toda a população do Espírito Santo e lutar por políticas públicas que atendam aos pacientes.
“A diabetes é uma das doenças que mais crescem no Brasil e não há expectativa de baixar. Ou seja, a curva é somente ascendente. Atualmente, 16% da população tem diabetes. É um número muito expressivo. As consequências que a doença gera são totalmente evitáveis. Há um excelente controle, desde que haja o mínimo de informação e acesso”, alertou.
NUTRICIONISTAS
A diretora também cita a falta de profissionais especializados para o tratamento na rede pública. “Hoje, em Vitória, temos dois nutricionistas para atender ao município todo”, criticou.
E acrescentou: “Mesmo quem tem diabetes não sabe se a doença está controlada ou não, porque não tem informação. A gente não tem profissionais suficientes para atender a essa demanda.”
Gandini, que também é diabético, reforça a importância de dar visibilidade à causa e promover a educação em diabetes. “É uma doença silenciosa que precisa de um acompanhamento rigoroso. Eu tenho acesso à informação e ao tratamento, mas grande parte dos diabéticos, não! Precisamos levar isso para as pessoas”, pontuou o parlamentar.
O deputado possui um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa que prevê o fornecimento dos glicosímetros para pacientes de até 12 anos que possuem a doença. O PL n° 793/2023 obriga o Poder Executivo Estadual a fornecer, por meio das Farmácias Cidadãs da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o dispositivo.


































































