O novo governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), pode contar em seu governo com o apoio de uma Assembleia Legislativa (Ales) protagonista, defensora da boa política e ciente dos desafios para o estado. Em discurso recepcionando o novo chefe do Executivo na sessão solene de posse, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos (União), destacou a maturidade, a estabilidade e os bons exemplos que o ES oferece ao país.
Marcelo iniciou o discurso sentenciando que “a história de um estado nada mais é do que a biografia de grandes homens” e na sequência direcionou a Renato Casagrande a palavra “gratidão”.
“Há uma diferença enorme entre ocupar uma cadeira e honrar um legado. As cadeiras são passageiras, mas o legado não. O legado permanece mesmo quando já não estivermos aqui. Esse mesmo legado pode nos tornar imortais”,.
O deputado refletiu que, na política, a coragem sozinha é muito perigosa, sendo necessário também o preparo, a responsabilidade e o respeito às pessoas. Citando o momento idêntico em 1986, quando o então governador Gerson Camata renunciou, assumindo o vice José Moraes, Marcelo Santos comemorou que a sessão celebra “a maturidade de um estado que aprendeu a não apostar na sorte”.
“Quatro décadas depois, a história se repete, mas ela não é a mesma. Os tempos são outros. As pessoas mudaram, o comportamento humano mudou, a tecnologia avançou a passos largos e o nosso estado, antes quebrado, também. Esta Casa finalmente conquistou o seu protagonismo e hoje é a âncora da estabilidade política e da segurança jurídica do Estado”, afirmou.
O chefe do Legislativo reafirmou a honra de participar de participar como presidente da Ales de um momento histórico: dar posse a dois governadores em menos de um ano.
Protagonismo
Falando em nome dos 30 deputados, o presidente da Ales levou à tribuna o orgulho de serem “guardiões da democracia e fiadores da estabilidade no Estado”.
“Estabilidade que restabelecemos nesta gestão, em uma construção que lidero, mas que, acima de tudo, é compartilhada. A união e o amadurecimento dos Poderes e das instituições que vemos aqui hoje, é a prova de que o Espírito Santo escolheu o caminho do equilíbrio, do respeito e do diálogo”, enalteceu Marcelo Santos.
Manutenção do protagonismo
Os efeitos no Espírito Santo de um mundo contemporâneo “que parece ter perdido o freio e está em ebulição” também ganhou espaço na mensagem do parlamentar. “Não são marolas, não podemos ser levianos, precisamos saber nos reinventar e isso nós sabemos fazer e com maestria”. Para Marcelo, há de preservar o protagonismo de um ES conectado com o mundo e de grandes vocações.
“Esse protagonismo, tanto aqui dentro quanto lá fora, só é possível porque a Assembleia e o governo trabalham um bocado. Trabalhamos para garantir o que o capital estrangeiro exige e, ao mesmo tempo, o que o trabalhador capixaba merece”, destacou.
“Por isso, administrar um Estado não é um jogo de sorte. É preparo. Se hoje o governo tem fôlego para investir, é porque nós, do Parlamento, construímos as bases que dão confiança e previsibilidade ao Estado”, completou.
Boa política
O presidente Marcelo Santos também reafirmou a missão de uma Assembleia que, mesmo sendo uma Casa plural, entrega resultados com respeito, diálogo e presença nas cidades capixabas, além de ser exemplo nacional em transparência e tecnologia.
“A boa política não pode ser condescendente com a ruim que infelizmente ainda insiste em ocupar espaços. É triste a realidade de um país que se vê travado enquanto quem tem poder de mudar as raízes do problema se perde em brigas ideológicas vazias que não colocam comida na mesa de ninguém, muito menos na mesa dos capixabas”.
Violência
O discurso do presidente da Ales seguiu para um tema crucial na sociedade brasileira, a violência. Marcelo defendeu que um progresso que não protege a vida não pode ser dito completo.
“Poderia subir aqui e falar apenas da excelência da nossa gestão, mas a palavra excelência perde o sentido enquanto ainda enterramos mulheres, crianças e inocentes vítimas de uma violência insana. O PIB alto e as contas em dia não consolam as famílias da comandante Dayse, da jovem Thaís e da pequena Alice aqui no ES”, lembrou.
Agradecimento e apoio
Ao final do uso da tribuna, o presidente da Ales reafirmou o seu respeito ao ciclo de Renato Casagrande, “que se encerra com as contas em dia e o estado no rumo certo”. Já ao governador agora empossado, Marcelo Santos afirmou que o capixaba quer continuidade e não continuísmo.
“O senhor não recebe apenas um cargo. O senhor assume um estado que amadureceu, que soube se reinventar diante de diversos desafios e sabe o caminho que precisa percorrer. O capixaba quer continuidade, mas abomina o continuísmo. A continuidade é o respeito pelo que funciona, pelo que dá certo, pelo que aprimora. O continuísmo é o vício pelo poder, que cega. O povo nos deu um mandato para avançar, não para estacionar”.
Por fim, também direcionado a Ricardo, reafirmou que a Assembleia continuará parceira pelos interesses da sociedade capixaba.
“O senhor encontrará nesta Assembleia que eu lidero uma parceria estratégica para o desenvolvimento do nosso estado. Estaremos juntos sempre que o equilíbrio e o interesse público exigir. Seremos firmes nesta defesa do estado, para que o improviso, o populismo barato e o autoritarismo não voltem a encontrar terreno nesse estado onde ele já ocupou tempos atrás”, garantiu.

































































