Imagine a seguinte situação: você trabalha anos para conquistar estabilidade financeira e qualidade de vida. A casa dos sonhos, um automóvel, uma carreira consolidada. De repente, um fato inesperado como um acidente, uma doença ou mesmo um evento natural prejudica essas conquistas, impactando de forma significativa a sua vida e a de quem mais importa para você.
Pensando em se proteger dessas e outras intempéries, ao longo dos séculos, várias sociedades e culturas desenvolveram formas para lidar com as perdas financeiras. No entanto, mesmo muitas vezes dispondo de uma solução eficiente e acessível para contratação contra essas perdas, pesquisas revelam que essa está longe de ser uma prioridade para a maioria dos brasileiros.
Dados recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), divulgados em 2022, mostram que apenas 20% da população possui algum tipo de seguro. Esse mesmo levantamento mostra que, dentro desse percentual, 58% têm como origem planos coletivos, o que indica que, na maioria das vezes, a iniciativa da contratação não parte do segurado, mas de uma empresa ou grupo do qual ele faz parte.
Para o diretor-presidente da Banestes Seguros, Carlos Roberto Rafael, a falta de esclarecimento sobre o tema ainda é uma grande questão. “Um dos principais desafios do mercado securitário é fazer com que as pessoas enxerguem o seguro como um investimento para sua proteção financeira a longo prazo, e não apenas como um socorro imediato”, avalia.
O ramo que possui maior cobertura é o automotivo, e mesmo assim apresenta números modestos. Com uma frota de 60 milhões de automóveis registrados, apenas 30% possuem seguro, de acordo com dados de 2021 da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg).
Carlos Rafael afirma que esses números mostram a importância de uma maior conscientização em relação à segurança de um item com valor tão relevante. “Um carro hoje em dia é o segundo maior ou até mesmo o maior investimento de uma família, e está muito propenso a situações de risco que acontecem diariamente, como acidentes ou roubos”, completou.
Uma outra pesquisa de 2022, encomendada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), revelou que apenas 17% da população possui algum seguro de vida. Houve um aumento nesse número após a pandemia, mas ainda assim é um percentual muito abaixo do ideal.
Além da cobertura em caso de morte, os seguros desse ramo possuem cada vez mais proteções que podem ser utilizadas em vida, para casos de acidentes com internação ou invalidez. “A ideia por trás dessa proteção é permitir que a família seja capaz de manter seu padrão de vida após a morte ou diminuição da capacidade de trabalho de algum membro”, acrescenta o diretor-presidente da Banestes Seguros.
Também muito procurado nos últimos anos, a contratação do seguro residencial cresceu 25% entre 2017 e 2021, segundo dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Embora seja um crescimento relevante, o levantamento também mostra que apenas 17% das casas e apartamentos contavam com esse seguro. O baixo percentual torna-se ainda mais impressionante quando se leva em consideração que o valor do seguro residencial muitas vezes é muito mais barato, em comparação proporcional, ao seguro de um carro.
“A importância de possuir um seguro ainda é muito negligenciada pelo brasileiro. Esse cenário apresenta ao mesmo tempo um grande desafio e uma oportunidade que nosso mercado deve aproveitar. Conscientizar e informar a população a respeito das vantagens e proteções oferecidas pelos seguros é uma das metas da Banestes Seguros”, afirma Carlos Rafael.

































































